sexta-feira, 15 de junho de 2012
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Nosso cérebro......
Capacidade de Armazenamento
Neurocientistas
da computação estimam a capacidade entre 10 e 100 terabytes, mas o
cálculo é mais complexo. Nos seus mais recentes insultos dirigidos à
Coreia do Sul, a mídia estatal da Coreia do Norte chamou o presidente
sul-coreano, Lee Myung-bak, de “escória humana” e um “imbecil com 2 megabytes
de conhecimento”. Mas quantos megabytes um cérebro humano consegue armazenar?
Muito mais do que dois. Muitos
neurocientistas especialistas no campo da computação tendem a calcular que a
capacidade de armazenamento da mente humana se situa entre 10 e 100 terabytes,
embora o espectro total de estimativas varie de 1 terabyte a 2,5 petabytes. Um
terabyte é igual a mil gigabytes ou um milhão de megabytes; um petabyte
equivale a mil terabytes.
A matemática por trás dessas estimativas é simples. O cérebro
humano contém aproximadamente 100 bilhões de neurônios. Cada um deles parece
capaz de realizar mil conexões, representando mil sinapses potenciais que
armazenam dados.
Multiplique cada um desses 100
bilhões de neurônios por aproximadamente mil conexões que podem ser feitas e
teremos 100 trilhões de pontos de dados, ou 100 terabytes de informação.
Os neurocientistas admitem que
esses cálculos são bastante simplistas. Em primeiro lugar, eles supõem que cada
sinapse armazena um byte de informação, mas essa estimativa pode ser alta ou
baixa demais. Os estudiosos não sabem ao certo quantas sinapses transmitem com
apenas uma única força frente a forças muito diferentes. Uma sinapse que
transmite somente com uma única força pode comunicar apenas um bit de
informação – “liga”, “desliga”, 1 ou 0. Por outro lado, uma sinapse que
transmite a muitas forças diferentes pode armazenar diversos bits.
Em segundo lugar, as sinapses
individuais não são completamente independentes. Às vezes são necessárias
várias para transmitir uma única informação. Dependendo do quão
frequente ocorra isso, os 10 a 100 terabytes calculados podem ser maiores.
Outro ponto: é difícil calcular
quanto dessa capacidade de armazenamento do cérebro é espaço “livre” e quanto é
“utilizado”. O cérebro é muito mais complexo do que um disco rígido. Não só
algumas partes parecem estar envolvidas em muitas memórias ao mesmo tempo, mas
os dados armazenados com frequência são corrompidos e perdidos.
Assim, qual seria a velocidade de
processamento do cérebro, em mega-hertz? É bom dizer que o cérebro é uma
máquina muito poderosa, formada de processadores muito mais lentos. Cada
neurônio teria uma “velocidade de processamento” na ordem de quilo-hertz, que é
um milhão de vezes mais lento do que o giga-hertz – a velocidade de
processamento de um smartphone é de cerca de um giga-hertz. Por isso, os
computadores são mais rápidos para completar tarefas especializadas, embora não
consigam reproduzir todas as várias funções do cérebro humano.
Viabilidade. Embora futuristas
citem a lei de Moore – a tendência dos computadores a se tornar duas vezes mais
poderosos a cada dois anos – para prever que seremos capazes de construir
computadores mais poderosos do que o cérebro humano nas próximas duas décadas,
não está claro se um equipamento desse porte seria comercializável.
O cérebro é extraordinariamente
econômico em termos de energia: roda a 12 watts – eletricidade que usamos para
acender algumas lâmpadas que economizam energia. Seria necessária muita energia
para rodar um computador tão poderoso como o cérebro, talvez um gigawatt de
energia, o consumo de Washington – o que seria impraticável.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
Feliz dia Internacional das Mulheres!!

Mulheres fracas, fortes.
Não importa.
Mulheres mostram que mesmo através da fragilidade.
São fortes o bastante para erguerem sempre cabeça
Sem desistir, pois sabemos que somos capazes de vencer.
Temos a delicadeza das flores
A força de ser mãe,
O carinho de ser esposa,
Reciprocidade de ser amiga,
A paixão de ser amante,
E o amor por ser mulher!
Somos fêmeas guerreiras, vencedoras,
Somos sempre o tema de um poema
Distribuímos paixão, meiguice, força, carinho, amor.
Somos um pouco de tudo
Calmas, agitadas, lentas!
Vaidosas, charmosas, turbulentas.
Mulheres fortes e lutadoras.
Mulheres conquistadoras
Que amam e querem ser amadas
Elegantes e repletas de inteligência
Com paciência
O mundo soube conquistar.
Mulheres duras, fracas.
Mulheres de todas raças
Mulheres guerreiras
Mulheres sem fronteiras
Mulheres... mulheres...
domingo, 8 de janeiro de 2012
O cérebro da geração digital

O cérebro da geração digital
“Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura,os nossos filhos serão incapazes de escrever – inclusive a sua própria história.” – Bill Gates
Receber e enviar e-mails, checar o Facebook, tuitar inúmeras vezes ao dia, postar fotos no Instagr.am, ver os vídeos da banda favorita no YouTube, jogar online e ter seu próprio avatar no videogame. Estas são algumas das atividades que crianças e adolescentes fazem “de uma vez só” quando estão on-line.
Enquanto isso, muitos pais nem sabem o que estas palavras significam. Os novos vocábulos já deixaram de ser neologismos e são comuns em uma sociedade cada vez mais familiarizada com a internet e que experimenta um grau de conexão nunca antes visto.
É certo que tudo ocorreu de maneira muito rápida. A internet se popularizou em meados dos anos 90 – logo ali na escala evolutiva do homem. De lá pra cá, a tecnologia web se massificou de forma impressionante. Só no Brasil, somos 78 milhões de internautas, segundo o Ibope/Nielsen, em setembro/2011.
Agora, estudamos, conversamos, trabalhamos e até descansamos em frente ao computador, se e somente se, ele estiver conectado à internet. Este hábito contemporâneo, único na história da humanidade, tem chamado a atenção de pesquisadores e estudiosos.
O americano Nicholas Carr é um dos interessados pelo tema e, de maneira aprofundada, abordou o assunto no livro “The shallows – What the internet is doing to our brain” – Os superficiais – o que a internet está fazendo com nossos cérebros. Para ele, a exposição constante às mídias digitais está mudando para pior a forma como pensamos. “Estamos menos inteligentes, mais superficiais e imensamente distraídos”, opina.
Algumas pesquisas vão ao encontro à tese de Carr. Uma consultoria chamada Genera entrevistou seis mil pessoas da geração que cresceu usando a internet e concluiu: “eles não lêem uma página necessariamente da esquerda para a direita e de cima pra baixo. Pulam de uma palavra para outra, atrás da informação pertinente”.
Na Universidade de Stanford, o professor de comunicação Clifford Nass sugere que pessoas acostumadas ao funcionamento multitarefa do computador – que permite fazer várias coisas ao mesmo tempo – tendem a imitar a máquina, tocando várias atividades ao mesmo tempo. De acordo com os estudos, as conseqüências são pessoas improdutivas, que não se concentram em uma única atividade e profissionais irritados, que se distraem facilmente.
Segundo estudo do professor Nass, quanto mais a pessoa se julga eficiente fazendo várias coisas ao mesmo tempo, pior ela faz. O motivo é: nossa capacidade de atenção é limitada. Quanto mais fracionada, menos funciona.
Déficit de atenção e memorização. A pessoa simplesmente não armazena tanta informação, pois sabe que no momento que precisar o “Doutor” Google estará à sua disposição. Estas são as impressões dos apocalípticos do século XXI.
A internet é uma fonte infinita de informações, que não está sendo filtrada pelos seus usuários. Este é o ponto questionável. A multilateralidade da web pode impactar a capacidade do cérebro de memorizar e processar conhecimentos. Os críticos da tecnologia afirmam que a ideia passa pelo conceito de neuroplasticidade – capacidade dos neurônios de criar novas conexões ou de reforçar as já existentes, ou seja, o cérebro cria novas conexões em função do aprendizado.
Assim, podemos ativar e desativar redes neurais. A tecnologia pode fazer com que nosso cérebro mude o tempo todo, mas isto não é ruim – cabe a nós o estimularmos positivamente, por isto é preciso dosar o discurso de que a internet faz mal ao cérebro, repetindo alegações semelhantes ao passado.
Quando a sociedade experimentou o surgimento da escrita, o pensador grego Sócrates temia que o registro dos pensamentos por meio de símbolos levaria a um enfraquecimento da mente e do raciocínio. As reações foram parecidas quanto ao surgimento da imprensa de Gutemberg – as pessoas temiam a banalização da cultura.
Todas as tecnologias supracitadas socializaram a informação e permitiram a democratização do conhecimento. Em relação ao Quociente de Inteligência (QI), a humanidade saltou imensuravelmente – ninguém emburreceu ao longo dos anos.
Entretanto, todo o cuidado se faz jus na perpetuação do Quociente Emocional do ser humano. O equilíbrio mental e a manutenção do índice de felicidade devem ser preservados como uma das principais maneiras de manter as pessoas na condição de seres mais inteligentes da face da Terra.
É preciso dosar o acesso a internet com os momentos em família, as conversas na mesa de jantar, as brincadeiras de domingo, os jogos de tabuleiro e o café no fim da tarde. Seja em grandes cidades ou nos pequenos municípios é preciso manter-se atento ao princípio da integração entre as pessoas.
A internet deve ser mais uma ferramenta para a colaboração, renovando assim a forma como aprendemos. Os jovens são a geração mais bem instruída da história e a tecnologia lhes permite saber o que está acontecendo, distribuir informação e organizar respostas coletivas.
Somado a valores humanos e instruções sobre a responsabilidade de cada um no universo, crianças e jovens instaurarão um novo jeito de se habitar e modificar o planeta, com redes produtivas, interdependentes e benéficas uns aos outros.
Reilly Rangel é superintendente da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado de Goiás
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
A distração mora ao lado.....

A Internet atrai cada vez mais " desfocados digitais".
Dificuldade com tarefas lineares pode ser prejudicial.
Você tem dificuldades para manter o foco numa tarefa quando está navegando na internet? Distrai-se com facilidade pulando de site em site? Senta-se diante do computador para resolver algo na internet que demoraria no máximo dez minutos e acaba ficando duas ou três horas on-line porque não consegue trabalhar de forma linear na web? Não se assuste: tem um monte de gente assim pelo mundo, de todas as idades, perfis e níveis sociais.
— Aconteceu outro dia comigo. Liguei o computador às 9h para enviar e-mail para um serralheiro, mas comecei a divergir desse rumo, só me lembrando da minha tarefa inicial lá pelas 15h — conta o fotógrafo Pedro Mac, de 50 anos. — Naquele dia tinha dois browsers abertos, 15 abas em um e duas abas no outro. Acompanhava o noticiário da grande imprensa, vibrava com os protestos iniciados com o movimento Ocupem Wall Street nos sites de informação alternativa, navegava em sites de venda de veículos e mantinha um olho no programa de e-mail, verificando as mensagens postadas nas listas de discussão que assino. Esporadicamente, postava em algumas delas.
Este é o perfil típico do "desfocado digital", dono de um comportamento que pode ser bastante prejudicial. Em casos assim, trabalhar por conta própria às vezes pode ser ainda mais arriscado.
— Como sou profissional liberal e não tenho que prestar contas a ninguém, acabo sendo muitíssimo menos produtivo na prospecção de clientes, atualização de portfólio e outras coisas que eu não curto fazer — admite Pedro Mac. — Se eu fosse mais focado e disciplinado com as coisas de trabalho, teria um rendimento profissional muitíssimo melhor nesses aspectos, sem dúvida alguma.
Conta de telefone foi paga um mês depois
O comportamento de Mac segue um padrão clássico. Ele se distrai com qualquer coisa que lhe apareça pela frente e que seja mais prazerosa do que a atividade que desempenhada num dado momento. Mas a reação costuma ser de frustração:
— Volta e meia, fico meio fulo da vida pelo dia ter passado e eu não ter feito nada daquilo a que tinha me proposto a fazer no computador.
Em muitos casos, os problemas com distração digital atormentam o usuário há anos. É o caso do arquiteto de soluções em TI Diego Magalhães, de 26 anos.
— Essa coisa da distração diante do computador acontece comigo desde minha adolescência, sempre passando muitas noites acordado em jogos, chat e navegação na internet. Já tive vários problemas de relacionamento por não controlar o tempo perdido no computador.
O comportamento fora de foco nunca afetou, no entanto, a vida profissional de Magalhães, que, por trabalhar em TI e ter que passar um bom tempo na internet pesquisando e ajudando os outros, nunca gerou problemas ou atrasos. Mas ele já passou por alguns apertos.
— Lembro-me de sentar à máquina para pagar a conta do telefone on-line, navegar durante umas três ou quatro horas a esmo e lembrar só no mês seguinte que a conta não havia sido paga.
É comum usuários relatando empilhamento de tarefas em vários níveis, o que dificulta o "desempilhamento", quando decidem prosseguir na incumbência original.
— Cada vez com mais frequência me dou conta que às vezes estou no quarto ou quinto nível de assuntos encadeados, retratados pela quantidade de abas abertas no navegador e pelos assuntos inacabados — diz Paulo Lima, de 49 anos, analista de sistema SAP, vítima da máxima "tudo pode piorar". — Mas isso não era nada até que comprei um iPhone. Meu foco foi para o brejo de vez.
Lima conta que o que mais lhe distrai é fazer downloads de qualquer coisa que seja nova: filmes, músicas, aplicativos, jogos.
— E pior é que normalmente nem utilizo esses materiais que baixo da rede, apenas tenho o prazer de obtê-los antes dos amigos. E nunca me senti culpado por isso. Aliás, sinto até muito prazer com essa variedade toda. Sinto-me preenchido, digamos. E nem quero escapar disso que às vezes chamam de distúrbio comportamental. Eu adoro esse hábito. Para mim, não é um problema.
Para alguns, ouvir música alta é um modo de obter alguma linearidade em suas atividades. É o caso do analista de sistemas Marcos Mathias, de 32 anos.
— Trabalho com desenvolvimento de software e, em meu emprego anterior, recebi diversas chamadas e advertências formais devido à perda do foco. Hoje estou aprendendo a lidar com a situação. Quando um assunto ou tarefa exige muita atenção, coloco uma música, desligo MSN, fecho janela do Facebook, do Twitter e foco na tarefa. Mas sem a música eu acabo sempre me desconcentrando e voltando a perder o foco da atividade. Tarefas que normalmente levariam minutos acabam levando horas.
Ele reclama que, apesar de Facebook e Twitter serem ferramentas muito úteis, seu modo de funcionamento em tempo real, avisando sobre o que está acontecendo e o que foi atualizado, vira um motivo de distração.
Para Mathias, seu problema é de família. Ele acredita que sofre do chamado DDA (distúrbio de déficit de atenção), mas nunca foi examinado.
— Meu filho mais velho já foi diagnosticado e recebe tratamento para se focar nas atividades da escola. Os médicos disseram que pode ser genético e que, por ser um distúrbio mais bem conhecido hoje do que antigamente, poucos adultos são diagnosticados como portadores. E os que são não precisam muito de tratamento, pois aprendem a conviver com o distúrbio. Acredito que seja meu caso.
Sua dificuldade de concentração vai além do computador: nunca foi capaz de ler um livro não-técnico, apesar de várias vezes ter tentado. Diante desse quadro, já pensa em procurar ajuda médica. Mas não usará o computador para isso...
por Carlos A.Teixeira
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